A ISLÂNDIA NÃO É AQUI

Qual foi a última informação que você leu a respeito da Islândia?

Artigo de Paulo André Cia, diretor Pedagógico do Colégio Arbos

Provavelmente lembrará apenas que esse país, em 2008, teve uma forte queda de sua moeda, com paralisação e suspensão das atividades da Bolsa de Valores, e que posteriormente foi declarado falido. Poucas pessoas sabem que, “de lá para cá”, a nação islandesa, de forma pacífica, promoveu uma das maiores revoluções populares e democráticas já observadas na história da humanidade.


Em aproximadamente dois anos, houve demissão em massa do governo perdulário, nacionalização dos bancos, referendo sobre os principais fundamentos econômicos, uma nova constituição e a punição – pela lei – dos responsáveis pela crise. Políticos, gerentes e altos executivos dos bancos foram mantidos em custódia, detidos em células prisionais reais. Que exemplo!

A Islândia não é aqui!

Entretanto, nossa nação, orgulhosamente tupiniquim, mostra sinais de amadurecimento político e civil, com a “impávida” tomada das ruas ocorrida nos últimos meses e demonstrações de indignação ante o esquecimento do real sentido e das funções dos partidos políticos e seus políticos – sem redundância –, associado aos péssimos serviços de Educação e Saúde públicos, que não são gratuitos!

Nesta edição 44 da revista Farol da Educação, revelamos alguns desejos e anseios de professores, alunos e colaboradores do Colégio Arbos, bem como suas participações nas manifestações: sem vandalismo! Preconizamos, como é relevante para a construção de uma nação, que dentro de ambientes escolares se “pratique” democracia, por meio dos representantes de classe ou do diretório acadêmico. Refletimos sobre a Educação e seus novos desafios. Ponderamos sobre o consumo excessivo e inerte.

Realmente, a Islândia não é aqui; outrossim, também não estamos mais “deitados em berço esplêndido”.

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