EDUCAÇÃO SUSTENTÁVEL

Desafio é integrar os princípios, os valores e as práticas do desenvolvimento sustentável ao processo de aprendizagem

Quando se fala em sustentabilidade, logo vem à mente um conceito de preservação ambiental e ecologia. No dicionário, essa concepção é mais ampla. Envolve um modelo de desenvolvimento que busca conciliar as necessidades econômicas, sociais e ambientais de modo a garantir seu atendimento por tempo indeterminado e a promover a inclusão social, o bem-estar econômico e a preservação dos recursos naturais.

Mas como transportar e aplicar esse conceito à educação?

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a educação para o desenvolvimento sustentável permite a todo ser humano adquirir conhecimento, habilidades, atitudes e valores necessários para formar um futuro sustentável.


A Unesco é líder da Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (DEDS), período de 2005 a 2014, proclamado pela Assembleia Geral das Nações. Seu principal objetivo é integrar os princípios, os valores e as práticas do desenvolvimento sustentável a todos os aspectos da educação e da aprendizagem.

Como escola associada a Unesco, o Colégio Arbos trabalha para formar o jovem solidário e criativo, capaz de integrar-se na sociedade, produzir, interferir e buscar soluções adequadas para os problemas, transformando e melhorando o mundo em que vive.

“Criamos condições para que o aluno desenvolva sua personalidade de forma ativa e participante, construindo o conhecimento a partir da sua vivência no próprio meio em que interage, assimilando-o e o transformando”, explica Paulo André Cia, Diretor Pedagógico.

A educação para o futuro sustentável significa incluir questões-chave sobre o desenvolvimento sustentável no ensino e na aprendizagem, por exemplo, mudança climática, redução de riscos de desastres, biodiversidade, redução da pobreza e consumo sustentável. Também requer métodos participativos de ensino e aprendizagem para motivar os alunos a mudar seus comportamentos e tomar atitudes em favor do desenvolvimento sustentável.

Mas sustentabilidade também tem conexão direta com equilíbrio. E no caso da formação de crianças e jovens, esse equilíbrio passa pela compreensão dos próprios sentimentos. Amigos do Zippy é um exemplo de programa de educação emocional aplicado no Colégio Arbos para crianças de seis a sete anos de idade.

Ele ensina os pequenos a lidarem com as dificuldades do dia a dia, a identificarem seus sentimentos, a conversarem e a explorarem maneiras de lidar com eles. Incentiva-os também a interagir com outras pessoas de maneira saudável e a buscar e oferecer apoio quando necessário, a pensar por si mesmos, estimulando um comportamento solidário e expandindo sua capacidade emocional e social.

De acordo com a Unesco, uma educação para o desenvolvimento sustentável é um “conceito dinâmico que compreende uma nova visão da educação que busca preparar pessoas de todas as idades para assumir a responsabilidade de criar e desfrutar um futuro sustentável”.

Perseguir o desenvolvimento sustentável através da educação requer que educadores e educandos reflitam criticamente em suas próprias comunidades, identifiquem elementos inviáveis em suas vidas, e explorem tensões entre valores e objetivos conflitantes.

Esses valores devem equilibrar a relação entre alunos e professores, entre filhos e pais. Devem considerar o equilíbrio entre consumo e preservação, entre natureza e qualidade de vida, entre vida em sociedade e bem-estar, numa visão integrada do ser humano e do mundo. Esses são os princípios que regem o projeto pedagógico do Colégio Arbos.

“Ao longo de todo período de formação do aluno, estamos desenvolvendo uma educação que promove competências como pensamento critico, reflexão sobre cenários futuros e tomadas de decisão de forma colaborativa”, explica Mario Ademar Fava, diretor da Unidade de São Caetano do sul.

“Nossa escola está comprometida com a educação integral do ser humano, através da integração dos conhecimentos, do equilíbrio entre a teoria e a vivência, estimulando uma visão reflexiva dos acontecimentos”, completa Paulo André Cia.

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