Por Roberto Adami Tranjan
Atualmente, no Brasil e no mundo, fala-se muito sobre empreendedorismo, sobre criar seu próprio negócio, inventar seu emprego ideal. E fala-se também daquele tipo de empreendedor que não necessariamente é a pessoa que fundou a empresa. Um colaborador pode se comprometer com um negócio que não foi gerado por ele, para além de sua função?
As empresas foram criadas para fazer os negócios funcionarem. No entanto, algo saiu errado. Da maneira como organizam o trabalho, as empresas mais dificultam do que facilitam os negócios. A começar pelas pessoas que lá estão. Poucas são, de fato, pessoas de negócio.
Acontece que criaram os departamentos, descreveram os cargos e definiram as funções. Cargo nenhum descreve as atribuições de um profissional de negócio. Muitas pessoas iniciam suas carreiras em alguns desses cargos e se movem para cima (no sentido hierárquico do termo), a cada promoção. O máximo que conseguem é se especializar no mesmo duto, um posto de maior destaque na tal escala de mando, e paradoxalmente cada vez mais distantes do que seja um negócio.
Um indivíduo pode ser um bom profissional de marketing, finanças, produção ou recursos humanos, mas nada disso faz dele uma pessoa de negócio. Quanto mais apego ao cargo, mais estreita é a sua visão de negócio.
É preciso ver a empresa como um algo integrado, que conjuga clientes, equipe e resultados. Quem é responsável pelo cliente no departamento? Quem é responsável pelos resultados? Todos e ninguém. Poucos se lembram do cliente (seja interno ou externo).
As empresas precisam urgentemente de pessoas de negócio. No entanto, não há curso de formação, MBA ou especialização, que ensine. Ao procurar trabalho nas empresas, posicione-se como pessoa de negócio. E, acredite, eles também estão procurando por você. Há vagas!
Roberto Adami Tranjan, empreendedor e empresário, é conferencista e autor do livro
O Devir, lançamento pela Palavra Acesa Editora (www.palavraacesa.net)
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